quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Matilda - resenha


Se tem um vício que eu não abandono é o Instagram. E se tem coisas que me chamam a atenção na rede social são os Igs de leitores. Tem cada foto legal por lá, que inspira a gente, que nos motiva a ler gêneros diferentes. E foi numa dessas que descobri Matilda. A capa me conquistou de cara e fui logo comprar o meu, na versão original mesmo, ou seja, em inglês. Não sabia que o filme havia sido inspirado no livro e eu adoro ler livros assim, que inspiraram os produtores cinematográficos. Mas vamos falar de Matilda?

O livro aborda temas muito interessantes, como subestimar a inteligência de uma criança e a ignorância dos adultos ao educá-las. É certo que hoje os pensamentos mudaram bastante ao que se diz respeito à educação. Mas ainda vemos vestígios de uma nação que foi construída sob chicotes e gritos. Embora Matilda seja literatura estrangeira, eu me identifiquei bastante em diversos momentos. Quando pequena, lembro que minha mãe me dava um tapa a cada vez que eu errasse a escrita ou uma conta de matemática. Contudo, ela foi a maior incentivadora à leitura. E hoje, sou uma leitora compulsiva, amo escrever e estou preparando um livro graças à ela. Contraditório, não? Mas é a minha história.
Matilda, ao contrário de mim, nunca teve o apoio dos pais em nada relacionado ao conhecimento. Uma menina precoce e muito inteligente, começou a ler muito cedo. Iniciando o ato por receitas culinárias e jornais, não demorou muito a mergulhar nos livros. Vivia abandonada pelo pais; o Sr Wormwood vivia trabalhando e era um grande vigarista: vendia carros de segunda mão mas de uma forma muito trapaceira; a Sra Wormwood era viciada em jogos de Bingo e passava as tardes fora de casa. A menina Matilda descobriu uma biblioteca próximo de onde morava. Surpreendeu à recepcionista do lugar ao contar que desejava ler histórias de autores famosos, pedindo-lhe indicação. A moça ficou indignada com o talento da menina em ler tantos livros de diferentes gêneros e ter apenas quatro anos de idade. Algumas páginas a frente, descobrimos que Matilda entra para a escola e seus pais nem sequer haviam preparado os documentos da menina, porque eles realmente não davam importância ao ensino.
Na escola, Matilda se depara com uma rigorosa e monstruosa diretora, que acredita que a forma correta de ensinar é agredindo aos alunos, castigando-os severamente. Sua forma de falar é em tom grosseiro e aos gritos. Em contrapartida, temos a Professora Honey, que é um doce de pessoa e é capaz de perceber quando um aluno se destaca e precisa subir um nível de sua turma, assim como Matilda. Seu jeito de ensinar é brando e cheio de criatividade, nunca subestimando a capacidade de seus alunos. A nossa pequena protagonista se aproxima da professora e passa a conhecer a história dela. Matilda além de descobrir a misteriosa história da senhorita Honey, acaba encontrando uma forma de pôr a diretora valentona em seu lugar e acabar, assim, com a tirania na escola.

Um livro delicioso, que nos faz voltar à infância e lembrar dos nossos momentos de aprendizado. Pequenas coisas que nos confundiam antes hoje não confundem mais e o quanto um adulto pode colaborar ou atrapalhar na educação de uma criança. Sensacional!

5 de 5 estrelas.

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