segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Como eu era antes de você - Resenha

Vamos falar de drama, vamos falar desse livro, vamos falar de lágrimas!



Louisa é uma personagem de 26 anos, que não sabe o que quer para seu futuro e trabalhou por alguns anos em um café. Seu emprego atual precisa dispensá-la e em sua busca por um novo trabalho, ela consegue um como cuidadora de uma pessoa tetraplégica. Ela não possui qualquer experiência nesse ramo, mas por ser uma pessoa alegre e animada (eu não achei tanto assim, mas enfim) Camila Traynor, mãe de Will, a contrata, na esperança de que mude o ponto de vista de Will sobre a vida. Um enredo que me lembrou os clássicos “A Bela e a Fera” e “O jardim secreto”. O primeiro, pelo fato dele estar com autoestima baixa e passar a tratar as pessoas com frieza e grosseria e também por Lou acabar meio que sendo “a escolhida”, como a Bela. E o segundo porque existe um personagem que não anda em O jardim Secreto e, Mary, personagem principal, o ajuda a ficar curado e a melhorar a vida do rapaz. Ela descobre um jardim secreto e leva o menino para conhecer o local, onde ele acaba ficando sarado de seu problema e mau humor. Falando assim, talvez não pareça tanto, mas se você conhece essas duas obras que mencionei, saberá que existe algo da essência de cada história no livro “Como eu era antes de você”.

Will Traynor é um ex-esportista e ex-empresário, mega rico e que perdeu seus movimentos devido a um acidente que aparece no primeiro capítulo. Quando li já pensei "Merda! Mais um romance que morre alguém, aposto!". É que eu meio que com trauma dos romances estilo Nicholas Sparks. Mas a escrita da autora não deixa a desejar e é por isso que eu li até o final. No meio do caminho já não tinha mais certeza se alguém realmente morreria.

A narrativa é muito tranquila, flui de forma excelente. Eu gostei muito. Também achei interessante que o livro, bem, ele é todo em primeira pessoa, mas não apenas na pessoa de Louisa. A autora mostra pontos de vista de Camila Traynor, Steven, Katrina, e Nathan, personagens secundários mais próximos dos nossos protagonistas. 
A história tem muitas informações interessantes. Detalhes da cultura londrina como o clima e o chá, que a cada capítulo é mencionado, o comportamento dos turistas e o ponto de vista de uma típica londrina sobre tudo isso.

Foi interessante conhecer a história de um tetraplégico, pois a gente tem a ideia de que ele apenas não pode mais se mexer e ponto. Na verdade, o fato dele adquirir essa deficiência, desencadeia milhares de outros problemas de saúde, como infecção urinária e crises estomacais constantes; pneumonia e doenças de pele. Sem contar que passamos a compreender o desânimo de continuar vivo, porque na verdade você praticamente não vive. Os dias se tornam estressantes, principalmente quando você sonha que está andando ou correndo e então acorda. A vida de Will como cadeirante realmente muda a nossa maneira de ver a situação dessas pessoas. Com isso, também descobri que existe uma instituição que funciona como um seguro de morte. Acredita nisso? Pesquisei e a instituição funciona na Suíça. Existem até vídeos de morte assistida no Youtube. Isso mesmo, você assiste a pessoa morrer. Bizarro. E sobre o livro, a luta de Louisa em fazer Will querer viver é inspiradora. Porém ela se apaixona por ele e eu achei isso bem injusto. E falso. Ele era rico e isso facilitou muito que ela quisesse ficar com ele. Duvido se ele fosse pobre, que ela se apaixonaria da forma como a autora escreveu.

Ah! E vale lembrar que o livro foi adaptado para o cinema e em Junho desse ano teremos Will e Lou nas telonas. Estou bastante ansiosa para assistir!

4 de 5 estrelas. Porque o romance entre Lou e Will não me convenceu.

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